Formação de profissionais de apoio destaca práticas inclusivas e identifica potencialidades
Secretaria de Educação
Encontro reuniu profissionais que atuam com estudantes público-alvo da Educação Especial na rede municipal de ensino, no Cemforpe




A Secretaria Educação, por meio do Departamento de Educação Inclusiva (DEEI), realizou uma capacitação para os Profissionais de Apoio, que atuam com estudantes público-alvo da Educação Especial na rede municipal de ensino. A programação do encontro, realizado na última sexta-feira (02/10), no Auditório do Cemforpe, faz parte da trilha formativa deste ano, que tem como tema “Para além das barreiras pedagógicas: rompendo o capacitismo e reconhecendo potencialidades na escola e na vida”.
A secretária-adjunta de Educação, Catia Moyano, acompanhou abertura. “Agradecemos a presença de nossas convidadas, que gentilmente se dispuseram a compartilhar suas experiências e o trabalho que desenvolvem em prol da inclusão escolar. São vivências e conhecimentos que enriquecem nosso olhar e contribuem significativamente para o trabalho realizado por nossos profissionais, especialmente na promoção da autonomia, no desenvolvimento das potencialidades e na garantia de uma educação cada vez mais inclusiva para nossos alunos”, disse. A formação, organizada pelo Serviço de Apoio Pedagógico Itinerante (SAPI), integra a programação do Mês da Educação.
A palestra “Funcionamento do Instituto Jô Clemente e Práticas Inclusivas”, ministrada pela coordenadora pedagógica da instituição, Fabiana de Souza Afonso, abriu a formação. Com mais de 23 anos de experiência na área educacional, atua como coordenadora pedagógica no Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil, referência nacional na promoção de saúde, inclusão social e qualidade de vida de pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras.
A palestrante falou sobre o trabalho desenvolvido pelo instituto e destacou a importância da integração entre os profissionais de apoio e toda a equipe escolar. “Para que os alunos sejam bem acolhidos e bem atendidos nas escolas, os profissionais devem fazer esse planejamento de aulas em conjunto com toda a equipe para atender a necessidade de cada estudante", afirmou.
O período da tarde contou com a presença do projeto Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola, promovido pela Secretaria de Educação com gestão da Sinfônica Mogi. Completando a programação, a formadora Georgia Baltieri Bergantin ministrou a palestra “Diagnóstico não é destino”. O conteúdo propôs uma reflexão e o debate sobre o olhar para o estudante além do diagnóstico, superando o capacitismo e identificando suas potencialidades no ambiente escolar e na vida.
Geórgia é docente facilitadora em um curso de especialização da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contribuindo para a formação de profissionais da saúde sobre o atendimento a pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, participou da Conferência Mundial de Síndrome de Down na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York nos Estados Unidos. Neste ano, apresentou duas cartilhas voltadas à inclusão na Organização das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça.
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